Na temporada de vestibulares, tudo o que os estudantes querem saber é se conseguirão a tão sonhada vaga na universidade. Para descobrir a resposta, os vestibulandos precisarão considerar dois fatores: o desempenho nas provas e a nota de corte dos cursos desejados. Mas, afinal, o que é nota de corte?
Neste artigo, nós explicamos tudo o que você precisa saber sobre esse assunto e ainda compartilhamos informações que vão ajudar você a interpretar melhor essa pontuação. Saiba mais a seguir!
O que é nota de corte?
A nota de corte é a pontuação que delimita quais candidatos seguem no processo seletivo — seja para a próxima etapa do vestibular, seja para uma vaga na faculdade.
É importante ressaltar que essa pontuação pode ser aplicada em duas situações. “No caso da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) e dos exames da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que são divididos em duas fases, a nota de corte corresponde à pontuação mínima necessária para que o candidato seja convocado para a segunda etapa”, explica João Pitoscio Filho, coordenador pedagógico do Curso Etapa.
“Em outros casos, como ocorre no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a nota de corte equivale à pontuação obtida pelo último candidato que conquistou uma vaga em determinado curso na edição anterior ou que está entre os classificados do processo em vigência. Dessa forma, os outros participantes podem avaliar se têm chances de serem classificados”, completa Edmilson Motta, diretor pedagógico do Grupo Etapa.
Como saber a nota de corte?
Os vestibulandos podem buscar informações sobre as pontuações mínimas exigidas pelos cursos e pelas universidades pretendidas nos anos anteriores.
“Vale destacar que esse histórico de notas de corte pode apontar uma tendência, porém é importante ter em mente ele funciona apenas como um indicativo, e não como a pontuação exata que os candidatos deverão conquistar ao prestar os exames. Isso porque as notas de corte variam de acordo com o grau de dificuldade das provas e com o desempenho dos candidatos em cada edição”, afirma Pitoscio.
Por isso, além de se informar sobre o histórico de notas de corte de cada vestibular, é importante entender como essa pontuação é definida em cada processo seletivo. A seguir, veja como funcionam as regras nos principais processos seletivos do país.
Como funcionam as notas de corte nos principais vestibulares?
Os principais vestibulares do país possuem algumas características em suas notas de corte e pontuações mínimas. Confira:
Fuvest
Os participantes mais bem classificados na primeira fase da Fuvest são convocados para a etapa seguinte, respeitando-se uma relação igual ou superior a quatro estudantes por vaga para cada carreira e modalidade de concorrência.
Por exemplo: se um curso oferece 100 vagas em Ampla Concorrência (AC), 63 para oriundos de Escola Pública (EP) e 37 para autodeclarados Pretos, Pardos ou Indígenas (PPI), serão convocados para a segunda fase, respectivamente, 400, 252 e 148 candidatos.
Em caso de empate na última colocação, todos os candidatos com a mesma pontuação são classificados para a última etapa. Logo, algumas carreiras podem contar com mais de quatro candidatos por vaga. Vale destacar, ainda, que todos os cursos da Universidade de São Paulo (USP) contam com uma nota de corte superior a 30% de acertos na primeira fase. Considerando provas com 90 questões, isso corresponde a 27 acertos.
Unicamp
Assim como na Fuvest, os candidatos com melhor desempenho na primeira fase da Unicamp são convocados para a etapa seguinte — mas o número de classificados por vaga é diferente.
- No caso dos cursos cuja relação de candidatos por vaga na primeira fase for menor que 100, a Unicamp convocará até 6 estudantes por vaga;
- Se as carreiras em que a relação de participantes por vaga na primeira fase for igual ou maior que 100 e menor que 200, a instituição convocará até 8 vestibulandos por vaga;
- E para os cursos cuja relação de candidatos por vaga na primeira fase for igual ou maior que 200, a Unicamp convocará até 10 estudantes por vaga.
O número mínimo de convocados para a segunda fase é de quatro candidatos por vaga.
A banca pode convocar menos candidatos do que o limite de estudantes por vaga. Isso acontece porque, em certos casos, a nota de corte é atingida antes de o número máximo de vagas ser preenchido.
Em caso de empate na última colocação, todos os participantes que obtiverem tal pontuação serão classificados para a segunda fase. Diante disso, alguns cursos poderão ter, na última etapa, uma relação de candidatos por vaga maior que o limite pré-estabelecido, tal como ocorre na Fuvest.
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Unesp
Os vestibulandos mais bem classificados na primeira fase do vestibular da Unesp são convocados para a etapa seguinte, respeitando-se uma relação inferior ou igual a sete candidatos por vaga para cada curso e forma de inscrição.
Por exemplo: em um curso que oferece 50 vagas pelo Sistema Universal (SU), 24 pelo Sistema de Reserva de Vagas para Educação Básica Pública (SRVEBP) e 13 para participantes oriundos de escolas públicas e autodeclarados Pretos, Pardos ou Indígenas (SRVEBP+PPI), poderão ser convocados até 350, 168 e 91 estudantes para a segunda fase, respectivamente.
Também na Unesp, algumas carreiras poderão ter uma relação de candidatos por vaga inferior a sete na última etapa, assegurando-se que o número de convocados seja suficiente para compor o número de vagas disponíveis.
SiSU
Diferentemente do que ocorre nos exames paulistas, o Sisu utiliza as notas de corte diretamente para selecionar os candidatos aprovados. Essa classificação ocorre por ordem decrescente de desempenho na última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), considerando:
- A reserva de 50% das vagas para candidatos que cursaram todo o Ensino Médio em escolas públicas brasileiras ou que sejam oriundos da Educação para Jovens e Adultos (EJA);
- Políticas de ações afirmativas, que incluem a reserva de vagas e a adoção de bônus nas notas de vestibulandos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas;
- Critérios determinados por cada instituição de ensino superior para calcular a média aritmética ponderada dos estudantes nas cinco provas do Enem, como peso diferente ou nota mínima em uma seção do exame.
Desse modo, a nota de corte corresponde à média aritmética ponderada do último candidato dentro de cada modalidade. Vale destacar que o Sisu divulga diariamente as notas de cortes parciais, o que ajuda os estudantes a acompanharem suas chances de conquistar uma vaga.
“É importante frisar ainda que os dados históricos sobre a nota de corte de uma carreira no Sisu costumam ser bastante estáveis, principalmente nos cursos mais concorridos”, ressalta Motta.
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