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Simula Etapa celebra cinco anos com edição comemorativa

Por Colégio Etapa em 02/10/2020
Confira os principais destaques da edição comemorativa do Simula Etapa.

Entre os dias 18 e 20 de setembro, o Colégio Etapa realizou uma edição comemorativa do Simula Etapa, que completou cinco anos de existência em 2020.

Esse é o principal evento do calendário do Etapa Model United Nations (EMUN), atividade extracurricular do Colégio que promove simulações nos moldes das reuniões da Organização das Nações Unidas (ONU).

Durante esses encontros, os alunos têm a oportunidade de desenvolver competências de cunho pessoal e acadêmico por meio de debates sobre temas contemporâneos e de importância histórica.

“O Simula Etapa permite que nossos alunos desenvolvam um conhecimento mais profundo acerca de temas importantes que envolvem a humanidade, incluindo aqueles que são pouco discutidos no cotidiano. Participar dessas discussões possibilita que os estudantes desenvolvam uma consciência global e façam a diferença na sociedade. Vale destacar, ainda, os benefícios acadêmicos, uma vez que as habilidades de oratória, escrita e negociação são trabalhadas durante essa atividade”, afirma o professor Raudiner Santos, responsável pelo EMUN no Colégio Etapa Valinhos.

“Ao longo desses cinco anos, nós consolidamos a cultura das simulações de uma forma muito positiva para o desenvolvimento dos nossos alunos. O Simula Etapa também aproximou as comunidades de São Paulo e de Valinhos. E isso tudo é muito gratificante para nós, que apostamos nessa atividade e agora celebramos o sucesso dela”, comemora o professor Luiz Carlos Dias, responsável pelo EMUN no Colégio Etapa Vila Mariana.

“O principal desafio dessa edição foi o distanciamento social imposto pela Covid-19. Apesar disso, nós não medimos esforços para criar um evento virtual com a mesma atmosfera de aprendizagem dos anos anteriores. Estamos muito felizes com o resultado, o que só foi possível a partir da colaboração de diversas pessoas, incluindo professores, coordenadores, nossos alunos e até ex-alunos”, destaca Dias.

“Para fazer o evento de forma remota, tivemos que nos reinventar e buscar novas estratégias para que os alunos se sentissem acolhidos. E a adesão foi incrível! Tivemos mais estudantes participando dessa edição do que nos anos anteriores. A ideia de estar junto dos colegas, os quais eles não veem tanto devido à quarentena, fez com que eles abraçassem o evento com muito carinho”, completa Santos.

 

Confira os principais destaques da edição comemorativa do Simula Etapa:

Cerimônia de abertura

O evento de abertura contou com a presença dos ex-alunos Fernanda Parrado (turma 2015), Julia Chechinato (turma 2016), Mário Curiki (turma 2014) e Pedro Tozzi (turma 2016). Eles exerceram as funções de secretários, delegados e diretores em edições anteriores do Simula e compartilharam experiências sobre o evento e sobre como o EMUN foi decisivo para suas conquistas do ponto de vista pessoal, acadêmico e profissional.

 

Cerimônia de encerramento

O encerramento do evento foi marcado pela palestra de Emanuel Lobo de Andrade, segundo-secretário da Embaixada do Brasil em Nova Iorque. Atualmente, Lobo chefia o setor cultural do Consulado e, durante o Simula, discursou sobre a importância da cultura para a aproximação dos povos.

“O objetivo do nosso trabalho é apresentar uma imagem mais autêntica do Brasil aos estrangeiros, além dos clichês. Muitas pessoas conhecem o futebol, o carnaval e as belezas naturais do país, mas poucas conhecem os artistas plásticos, por exemplo”, afirma o diplomata.

“Por isso, nós trouxemos uma belíssima exposição da Tarsila do Amaral ao The Museum of Modern Art (MoMA) em 2018, que recebeu mais de 500 mil visitantes. Também realizamos uma série de eventos para promover o cinema brasileiro, a gastronomia, a literatura, as obras sinfônicas, os espetáculos de dança, a capoeira e até organizamos um concerto de chorinho nas Nações Unidas, que contou com a presença do secretário-geral, António Guterres”, finaliza Lobo.

 

O que dizem os participantes do Simula Etapa

“Durante a participação na mesa ‘A Censura como Ferramenta de Violência Política’, eu contei com o respeito e a receptividade dos meus colegas. Particularmente, foi uma experiência desafiadora, pois eu representei os interesses de uma nação que tem posições muito diferentes das minhas”, diz Maria Eduarda T. O. Eguchi, aluna do 9º ano que participou pela primeira vez do evento.

“Por isso, eu precisei me preparar muito para apresentar argumentos convincentes e demonstrar habilidades de negociação, especialmente nos momentos em que era necessário defender temas importantes para o país que eu representava e quando a conciliação entre as nações era o melhor caminho”, destaca Maria Eduarda.

“Eu participei do EMUN pela primeira vez em 2018. Comecei por curiosidade e gostei muito, de modo que essa atividade extracurricular passou a fazer parte da minha vida acadêmica. O EMUN contribuiu muito para o meu desenvolvimento ao longo desses anos. Por meio dele, eu pude aprender mais sobre história, geopolítica e outros temas com os quais eu não tinha afinidade. Além disso, a capacidade argumentativa que eu desenvolvi durante os debates tem me ajudado na preparação para o vestibular, especialmente na produção das redações”, conta Sofia Bossolan Colombari, aluna da 3ª série do Ensino Médio.

 

As simulações

Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas – A Censura como Ferramenta de Violência Política

Esta mesa debateu as infrações internacionais cometidas por nações que repreenderam civis, empresas e veículos de imprensa, por meio de sanções aos seus sites, obras visuais e aplicativos.

 

Comitê de Imprensa

Os participantes deste comitê foram responsáveis pela cobertura jornalística do evento, apurando e analisando criticamente as decisões geopolíticas das nações que participaram das mesas. Para isso, os integrantes produziram reportagens, charges, poemas, crônicas, entre outros materiais, que foram publicados no jornal produzido por eles.

 

Conselho Econômico e Social (ECOSOC) – Insurgência Chilena e Instabilidade Política na América Latina

Esta mesa debateu os efeitos da criação do “Evade!”, organização civil que promoveu uma série de protestos populares em 2019, com o objetivo de demonstrar a insatisfação do povo quanto ao modelo socioeconômico imposto pelo governo chileno.

 

Gabinete Empresarial e Político – A Crise Econômica de 2008

Nesta mesa, os representantes dos governos discutiram propostas para minimizar os impactos da crise econômica mundial que ocorreu em 2008, incluindo a criação de políticas públicas para a manutenção de empregos e o auxílio às empresas, de forma a evitar um colapso social.

 

Gabinete de Guerra – A Guerra Civil Espanhola

Os participantes desta mesa debateram os principais fatos que culminaram no confronto entre as forças nacionalistas, fascistas e comunistas que disputaram o poder na Espanha em 1936.

 

Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) – Democratização do acesso à informação científica

Esta mesa abordou a importância da disseminação das informações científicas para combater fenômenos contemporâneos como as fake news, por exemplo. Além disso, os participantes discutiram como a desinformação se transformou em capital político durante as eleições e a votação de temas sociais importantes para sociedades ao redor do mundo.

 

Preservação da Fauna e da Flora Mundial (PNUMA)

Nesta mesa, os participantes debateram o papel das organizações governamentais e não governamentais na preservação do meio ambiente, analisando as medidas adotadas por elas nas queimadas que ocorreram nas florestas australianas e na Amazônia, por exemplo.

 

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